sexta-feira, 24 de julho de 2009

Coronel Maia



Nossa pesquisa de hoje homenageia a figura respeitável e magnânima de Antônio de Oliveira Maia, ou Cel. Maia, como ficou perpetuado na memória e no fadário conquistense para posteridade.

Natural de Portugal, Antônio migrou para o Brasil bem moço ainda, adquirindo família e conquistando a amizade de todos que com ele tiveram o ensejo de privar. No Distrito de Jubaí, onde residiu por muitos anos, foi sempre reconhecido e acatado como chefe de incontestável prestigio.

Desempenhou, no município de Sacramento, pois Conquista ainda não havia emancipado cargos de eleição e de confiança política, militando sempre, com a mais dedicada lealdade, ao lado do saudoso Coronal Manoel Cassiano de Oliveira França, e dando invariavelmente, de seus atos, o mais cabal e escrupuloso cumprimento dos seus deveres e afazeres que lhes foram confiados.

Ao município de Conquista prestou o Cel. Maia, os mais relevantes serviços, quer como político, que como pai de família honrado e próspero empreendedor. Depois de servir como vereador-secretário da nossa municipalidade, foi eleito vice-presidente da Câmara para o triênio de 1916-1918, cargo que declinou por ter dedicado a sua atividade a visa comercial.

Nesse espinhoso ramo da atividade humana, revelou-se com muita competência e honradez, deixando um legado de valor incomensurável para sua descendência de numerosa prole, que certamente orgulhar-se-ão da memória fidalga, cordata e patriótica de Antônio de Oliveira Maia, um homem de conhecimentos extraordinários para os padrões da época, nas palavras do Dr. Felipe Caramóri encontramos fundamentação para as nossas afirmações aqui exaradas: “o Cel. Maia, como o chamavam, foi homem integro, político, vereador por Sacramento em 1903 e, em Conquista. Ajudou a criar e evoluir a cidade, na instalação da Comarca ao lado do Cel. Tancredo França e de Eurybiades França seus correligionários. Foi Coronel da Guarda Nacional, cuja patente foi assinada pelo Marechal Hermes da Fonseca e, ainda se encontra guardada com a família”

Homenagem: o povo conquistense através de seus representantes denominou a minúscula, porém, importante rua no centro da cidade como logradouro que ostenta seu inesquecível nome, a rua Cel. Maia.

Crônica do livro “Estação Conquista” que se encontra no prelo.

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