Tenho a difícil missão de contar um pouco da
historia da importante família de origem portuguesa, os “Alves da Silva”. Pela
sua importância e pelo legado que seu patriarca deixou, devo por obrigação,
centrar as minhas narrativas, na figura de Antônio Alves da Silva, um vulto que
jamais se apagará das páginas da história de Conquista.
Antônio Alves da Silva, filho de Luis Alves
da Silva e Mariana Umbelina da Silva, nasceu em 1844, na cidade de
Conservatória, Rio de Janeiro. Ainda moço mudou-se para Ribeirão Preto, São
Paulo, adquiriu uma fazenda, que mais tarde viria ser trocada por outra em
terras que outrora pertenceram ao português Manoel Bernardo Nazianzeno da
Silveira. A propriedade compreendia todo terreno em que se localizou o então
arraial, hoje, a cidade de Conquista, Minas Gerais.
Homem avançado para os padrões da época,
Antônio Alves da Silva, de idéias genuinamente republicanas, muito contribuiu
pela nossa emancipação política.
Criativo, de espírito aventureiro e desbravador, integrou-se facilmente
à sua nova empreitada, que era promover o desenvolvimento da nova terra que
adotara como morada. Firmou então, parceria com o Coronel Francisco Meireles do
Carmo, doando uma gleba para levantamento da Vila com planta meticulosamente
traçada pelo sertanista e engenheiro Crispiniano Tavares, serviço este que, só
se deu por findo em 1894.
Antônio Alves da Silva doou significado
patrimônio territorial à cidade, tendo como base e alicerce, as principais
virtudes fundamentais na construção do caráter do homem. Vejamos: doou terreno
para construção da igreja, das escolas, cemitério, e terreno para construção de
um bairro para os menos favorecidos.
Extremamente caritativo, as suas terras
sempre estiveram franqueadas à pobreza, mantinha em seus domínios, uma espécie
de asilo, que abrigava e dava guarida às pessoas vitimadas por epidemias como a
lepra, e a hanseníase, doenças tão comuns naqueles tempos. Além abrigar, com
recursos próprios alimentava as pessoas doentes e com a linfa generosa, saciava
a sede dos caminhantes e retirantes.
Fez várias doações aos Governos Estadual e
principalmente Municipal. Fruto do seu prestígio, Antônio Alves da Silva chegou
a ostentar os postos honorários de Capitão, Major e Tenente-Coronel da Guarda
Nacional. Foi um homem de grandes haveres, existe até um seleto grupo de
pessoas gradas que lhe atribuem o título de fundador da cidade, comungamos com
esse ideal. Casou-se duas vezes, faleceu em 13 de janeiro de 1916, aos 72 de
idade, deixando numerosa prole. Hoje, a sua laboriosa e honrada descendência
continua espargindo a chama, os preceitos e as virtudes deixadas pela figura
ímpar de Antônio Alves da Silva. Através do seu legado, expressamos a nossa
gratidão e rendemos uma singela homenagem aos “Alves da Silva”.
Crônica do livro “Estação Conquista” que se encontra no prelo.

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