Domingos Vilela de Andrade
Da Redação *Firmino Leal
Jornal O Conquistense
Domingos Vilela de Andrade, filho de Modesto Vilela dos Reis e de Maria Paulo de Andrade, Nasceu em Monte Alegre de Minas Geais em 12 de julho de 1850. Contraiu núpcias com Anna Claudina Vilela de Andrade de cujo consórcio teve onde filhos, entre eles: Elyda Vilela de Andrade de Mendonça Uchoa, casada com Leovegildo de Mendonça Uchoa: Tenente-Cel. Francisco Vilela de Andrade, casado com Zenaide Camargo de Andrade; Theololina Vilela de Mendonça Uchoa, casada com Theodomiro de Mendonça Uchoa; Modesto Vilela de Andrade, Casado com Maria Emerenciana Vilela de Andrade; Helena Vilela de Mendonça Uchoa, casada com Antônio de Mendonça Uchoa Filho.
Depois de residir por muitos anos no município de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, adquiriu grande propriedade agrícola, tornou-se importante agricultor do rico município, e para dar expansão ao seu gênio progressista, adquiriu propriedades no seu estadão natal. Foi assim, que, em 1892, adquiriu diversas fazendas em Minas Gerais, entre elas a denominada “Conquista”.
Em janeiro de 1894 transferiu sua morada e dedicou-se à cultura do café, em tão grande escala, que tornou-se a mais importante da região. O desenvolvimento rápido da nova lavoura, motivado pelo carinho e atividade com que era tratada desafiou os agricultores vizinhos a dedicarem-se ao mesmo ramo de agricultura. Que se expandiu em toda zona com vivo interesse. Ao mesmo tempo que cuidava ativamente de desenvolver sua propriedade agrícola, procurava também por todos os meios ao seu alcance, impulsionar o progresso da povoação.
Construiu diversos prédios, na povoação, que ia alugando a preços módicos canalizando água potável para esse núcleo de casas, impulsionando o comércio e indústria, facilitando capitais e adquirindo os produtos para consumo da sua grande propriedade rural; desenvolvendo propaganda nos municípios vizinhos a fim de que seus habitantes viessem abastecer-se nesta estação dos produtos de importação, e dispor dos de exportação.
Havia algumas casas de comércio, mas sentindo que a praça, ressentia da falta de uma casa de certo vulto e capital, resolveu abrir um importante e bem montado armazém de comissões, a par de um estabelecimento de comércio de primeira ordem, com capital suficiente para desempenhar as funções a que se destinava; e com pessoal idôneo na gerência e no escritório, conseguiu grande afluência dos habitantes dos municípios vizinhos que, de preferência, procuravam esta praça, dando isso lugar a que outras casas comerciais fossem abrindo e assim fosse tornando vulto, o movimento comercial.
Em 1889 quando, a linha férrea Mogiana aqui chegou, não havia uma única casa próxima ao local em que está situada.
Em 1894, o engenheiro Crispiniano Tavares, atendendo solicitação dos senhores: Cel. Antônio Alves da Silva e Cel. Francos Meireles do Carmo, levantou a planta da povoação, traçou e demarcou as ruas, dando-lhes as denominações; planta e nomenclaturas estas, aprovadas pela Câmara Municipal de Sacramento, que até então tinha jurisdição sobre o distrito. O progresso dessa terra se deu graças à fertilidade do solo que foi a atração de milhares de pessoas que aqui se estabeleceram.
O necessário era cuidar da emancipação política; e assim, com outros companheiros levantaram um partido e organizaram um diretório que se filiou a um dos partidos que militavam na cidade de Sacramento, então sede do município, e lhe deu a criteriosa orientação para em breve tempo, conseguir a criação do “distrito” e a consequente instalação em maio de 1906. Voltou a residir na cidade de Ribeirão Preto, de onde continuou a prestar relevantes serviços à amada Conquista. E lá faleceu em 11 de julho de 1911, portanto, um mês antes da criação do município de Conquista.
Homenagem
Homenagem: em retribuição ao legado de Domingos Vilela de Andrade, o Município de Conquista denominou um logradouro público com o nome de Rua Domingos Vilela, fazendo justiça ao grande homem que deixou profundas marcas de dedicação e trabalho em prol do povo do lugar.
Fonte: Fagulhas de História do triângulo Mineiro-Maura Afonso Rodrigues
*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista, bibliotecário.


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