quarta-feira, 6 de maio de 2026



Maria Cantora: exemplo de Fé, Amor e Caridade
Da redação *Firmino Leal

Dia 30 de março, segunda-feira, a Doutrina Espirita comemora o aniversário de Maria da Conceição Martins, Maria Cantora. Por não termos a certeza da data do seu natalício, comemora-se nesta data, ocasião em que ocorreu o seu desencarne ocorrido em 30 de março do recuado ano de 1978.
Em uma das obras literárias e mediúnicas psicografadas pelo médium Emmnauel Alves da Silva, encontramos o seguinte dialogo entre Cantora e sua fiel escudeira, senhora Maria Cuiabana: Dona Maria Cantora! Em que ano a senhora nasceu? Eu nasci, quando surgia a Lei do Ventre Livre! Pois bem, a Lei do Ventre Livre surgiu em setembro de1871. Diante do exposto, particularmente, considero o ano de 1871 como ano de nascimento daquela que veio ao mundo para semear, caridade, acolhimento, fé e amor.
Na nossa concepção Maria da Conceição Martins, Maria Cantora viveu 107 anos, dos quais, 38 foram dedicados a Conquista, pois, ela aqui aportou em 1940, fincando profundas e benfazejas raízes.
Paulatinamente o nome de Maria Cantora, está sendo restaurado dignamente em Conquista, em Minas Grais e por que não afirmar no Brasil e até no estrangeiro.
São frutos do seu abnegado, tenaz e laborioso trabalho: a abençoada gleba deixada por ela onde hoje situa-se a Casa Assistencial São Vicente de Paulo; a nomenclatura do Cantinho de Luz Maria Cantora no bairro Otávio Elias, o “Centrinho” como é carinhosamente chamando, que foi reaberto recentemente, o qual foi fundado por Cantora no Inicio da década de 1940. Além disso, sua casa de morada foi totalmente revitalizada tornando um verdadeiro memorial alusivo a sua laboriosa existência.
Culminando com esse feliz acontecimento ressaltamos que a população conquistense através de força de Lei denominou a pracinha defronte a Casa Assistencial São Vicente de Paulo de “Praça Maria Cantora” onde existe ali, singelo memorial e o busto daquela que foi na sua existência terrena exemplo dos preceitos emanadas do Cristo de Deus.
No “Centrinho” bem como na casa de Cantora, estão contidos os utensílios de trabalho utilizados na sua fecunda lida espiritual de 1940 até 1978, ano do seu desencarne. Ali, estão expostos: sua cadeira favorita, moringas, bancos, cadeiras e a mesa que tanto lhe serviu de suporte e apoio, utensílios domésticos e acervo literário espirita. Tudo isso, é fruto do apreço, carinho, respeito e zelo dos valorosos irmãos que lhe sucederam, mantendo os singelos utensílios incólumes e preservados.
Epilogo
Os centros espíritas são uma espécie de janelas abertas para o céu e têm como missão o estudo e a prática da Doutrina dos Imortais. Neles, iluminam-se os espíritos, aprendendo, na convivência fraternal, a experiência da solidariedade, do trabalho e da tolerância, a fim de poderem avançar no rumo da plenitude. Assim sendo, acreditamos que a obra encetada por Cantora é exemplo de Fé, Amor e Caridade.
*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, historiador, jornalista

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