quarta-feira, 6 de maio de 2026



A saga dos baianos em Conquista, Minas Gerais
Da redação * Firmino Leal
A contribuição dos baianos para o crescimento e desenvolvimento de Conquista, no estado de Minas Gerais, é um reflexo histórico da integração cultural e econômica entre o sertão baiano e Triângulo Mineiro. A influência baiana na região manifesta-se através de laços coloniais, a pecuária e a interconexão de costumes e principalmente a religiosidade.
Contribuição Histórica e Povoamento
A história da região de Conquista está ligada à lavoura, pecuária e a ferrovia Mogiana. Naqueles idos aconteceu um descolamento de pessoas fugindo da seca a partir do sertão baiano em direção a Minas Gerais. Os imigrantes baianos buscavam novas oportunidades de trabalho, na construção da ferrovia Mogiana e nas lavouras de café que estavam em acentuada expansão, fator fundamental para o início do povoamento no arraial que posteriormente se tornaria Conquista.
Influência Cultural
A herança baiana permanece viva nos costumes, no modo de vida e nas expressões locais, refletindo uma mistura entre as culturas sertaneja baiana e mineira. Portanto, é um pilar estrutural que mistura a tradição e fé do sertanejo consolidando uma identidade cultural e especialmente a religiosidade.
A proposito: dois baianos foram destaque no adensamento populacional de Conquista. Dr. Crispiano Tavares, um baiano agrimensor que atendendo solicitação de Cel. Antônio Alves da Silva, traçou o mapa da cidade, projetando avenidas largas e retilíneas, com particularidades avançadas para os padrões da época, deixou exclusividade para que fossem construídos em locais que indicavam, ou seja: área verde, igreja, escolas, estádio de futebol, quartel militar e área para moradia dos militares, praças e jardins etc.
O outro baiano que destacamos aqui, foi o Sr. Francisco Felix Tavares. Ele trouxe da cidade de Bom Jesus da Lapa, Bahia, uma réplica da imagem do Senhor Bom Jesus. Como na época havia em Conquista, razoável leva de migrantes oriundos daquele Estado, não foi difícil introduzir o culto e veneração a imagem do Senhor Bom Jesus. Esquecido pela maioria dos conquistenses, Francisco Félix Tavares deixou numerosa prole e alguns dos seus descendentes ainda vivem em Conquista, sendo a única homenagem que lhe prestaram: uma rua com seu nome, porém, lhe tiraram posteriormente, restando apenas uma fria placa depositada no museu da cidade.
Outro esquecimento e desleixo imperdoável foi a retirada do nome de um logradouro público da cidade que ostentava o nome de Rua dos Canudos, certamente por influências dos baianos da época, homenagearam a cidade criada por Antônio Conselheiros, ou seja, Canudos.

Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, historiador, jornalista, bibliotecário.



Maria Cantora: exemplo de Fé, Amor e Caridade
Da redação *Firmino Leal

Dia 30 de março, segunda-feira, a Doutrina Espirita comemora o aniversário de Maria da Conceição Martins, Maria Cantora. Por não termos a certeza da data do seu natalício, comemora-se nesta data, ocasião em que ocorreu o seu desencarne ocorrido em 30 de março do recuado ano de 1978.
Em uma das obras literárias e mediúnicas psicografadas pelo médium Emmnauel Alves da Silva, encontramos o seguinte dialogo entre Cantora e sua fiel escudeira, senhora Maria Cuiabana: Dona Maria Cantora! Em que ano a senhora nasceu? Eu nasci, quando surgia a Lei do Ventre Livre! Pois bem, a Lei do Ventre Livre surgiu em setembro de1871. Diante do exposto, particularmente, considero o ano de 1871 como ano de nascimento daquela que veio ao mundo para semear, caridade, acolhimento, fé e amor.
Na nossa concepção Maria da Conceição Martins, Maria Cantora viveu 107 anos, dos quais, 38 foram dedicados a Conquista, pois, ela aqui aportou em 1940, fincando profundas e benfazejas raízes.
Paulatinamente o nome de Maria Cantora, está sendo restaurado dignamente em Conquista, em Minas Grais e por que não afirmar no Brasil e até no estrangeiro.
São frutos do seu abnegado, tenaz e laborioso trabalho: a abençoada gleba deixada por ela onde hoje situa-se a Casa Assistencial São Vicente de Paulo; a nomenclatura do Cantinho de Luz Maria Cantora no bairro Otávio Elias, o “Centrinho” como é carinhosamente chamando, que foi reaberto recentemente, o qual foi fundado por Cantora no Inicio da década de 1940. Além disso, sua casa de morada foi totalmente revitalizada tornando um verdadeiro memorial alusivo a sua laboriosa existência.
Culminando com esse feliz acontecimento ressaltamos que a população conquistense através de força de Lei denominou a pracinha defronte a Casa Assistencial São Vicente de Paulo de “Praça Maria Cantora” onde existe ali, singelo memorial e o busto daquela que foi na sua existência terrena exemplo dos preceitos emanadas do Cristo de Deus.
No “Centrinho” bem como na casa de Cantora, estão contidos os utensílios de trabalho utilizados na sua fecunda lida espiritual de 1940 até 1978, ano do seu desencarne. Ali, estão expostos: sua cadeira favorita, moringas, bancos, cadeiras e a mesa que tanto lhe serviu de suporte e apoio, utensílios domésticos e acervo literário espirita. Tudo isso, é fruto do apreço, carinho, respeito e zelo dos valorosos irmãos que lhe sucederam, mantendo os singelos utensílios incólumes e preservados.
Epilogo
Os centros espíritas são uma espécie de janelas abertas para o céu e têm como missão o estudo e a prática da Doutrina dos Imortais. Neles, iluminam-se os espíritos, aprendendo, na convivência fraternal, a experiência da solidariedade, do trabalho e da tolerância, a fim de poderem avançar no rumo da plenitude. Assim sendo, acreditamos que a obra encetada por Cantora é exemplo de Fé, Amor e Caridade.
*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, historiador, jornalista



Antônio Alves da Silva
Da redação *Firmino Leal

Tenho a difícil missão de contar um pouco da história da importante família de origem portuguesa, os “Alves da Silva”. Pela sua importância e pelo legado que seu patriarca deixou, devo por obrigação, centrar as minhas narrativas, na figura de Antônio Alves da Silva, um vulto que jamais se apagará das páginas da história de Conquista.

Antônio Alves da Silva, filho de Luís Alves da Silva e Mariana Umbelina da Silva, nasceu em 1844, na cidade de Conservatória, Rio de Janeiro. Ainda moço mudou-se para Ribeirão Preto, São Paulo, adquiriu uma fazenda, que mais tarde viria ser trocada por outra em terras que outrora pertenceram ao português Manoel Bernardo Nazianzeno da Silveira. A propriedade compreendia todo terreno em que se localizou o então arraial, hoje, a cidade de Conquista, Minas Gerais até a margem direita do caudaloso Rio Grande.

Homem avançado para os padrões da época, Antônio Alves da Silva, de ideias genuinamente republicanas, muito contribuiu pela nossa emancipação política. Criativo, de espírito aventureiro e desbravador, integrou-se facilmente à sua nova empreitada, que era promover o desenvolvimento da nova terra que adotara como morada. Firmou então, parceria com o Coronel Francisco Meireles do Carmo, doando uma gleba para levantamento da Vila com planta meticulosamente traçada pelo sertanista e engenheiro Crispiniano Tavares, serviço este que, só se deu por findo em 1894.

Antônio Alves da Silva doou significado patrimônio territorial à cidade, tendo como base e alicerce, as principais virtudes fundamentais na construção do caráter do homem. Vejamos: doou terreno para construção da igreja, das escolas, cemitério, centro esportivo e terreno para construção de do quartel da Polícia Militar, o local depois transformou-se no aprazível bairro Otávio Elias da Silva, popularmente chamado de “Cantinho”.

Extremamente caritativo, as suas terras sempre estiveram franqueadas à pobreza, mantinha em seus domínios, uma espécie de asilo, que abrigava e dava guarida às pessoas vitimadas por epidemias como a lepra, e a hanseníase, doenças tão comuns naqueles tempos. Além abrigar com recursos próprios as pessoas doentes e, com a linfa generosa, saciava a sede dos caminhantes, retirantes e transeuntes.

Fez várias doações aos Governos Estadual e principalmente Municipal. Fruto do seu prestígio, Antônio Alves da Silva chegou a ostentar os postos honorários de Capitão, Major, Tenente-Coronel e Coronel da Guarda Nacional. Foi um homem de grandes haveres, existe até um seleto grupo de pessoas gradas que lhe atribuem o título de fundador da cidade, comungamos com esse ideal. Casou-se duas vezes, faleceu em 13 de janeiro de 1916, aos 72 de idade, deixando numerosa prole. Hoje, a sua laboriosa e honrada descendência continua espargindo a chama, os preceitos e as virtudes deixadas pela figura ímpar de Antônio Alves da Silva.

Através do seu legado, expressamos a nossa gratidão e rendemos uma singela homenagem aos “Alves da Silva”.

*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, historiador, jornalista, bibliotecário.



Escola Estadual dr. Lindolfo Bernardes dos Santos
Da redação * Firmino Leal

A foto relíquia nos remete ao lançamento da Pedra Fundamental da Escola Antônio Martins Fontoura Borges, em 1959. Nela estão pessoas pioneiras que muito contribuíram para o progresso e engrandecimento da nossa mui querida Conquista. Vamos elencar algumas contando sempre com a colaboração dos meus seguidores para identificarmos as demais:
Dr. Lindolfo Bernardes dos Santos, Dr. Tomaz Vilhena, Dr. Moacir. Sr. Joaquim Pereira Cruz, Sr. Belarmino Alves, Sr. Inocente Fragonezzi, Sr. Paulinho Assunção, Sr. Roberto Amatângelo, Sr. José Caldeira, Sr. Niva Guardieiro, Sr. Germano Fragonezzi etc... A criança que aparece na foto é Dr. José Eduardo dos Santos filho do Dr. Lindolfo.

A foto retrata o início de uma grandiosa obra do, à época, “Ginásio Antônio Martins Fontoura Borges”, depois denominado de “Escola Estadual Dr. Lindolfo Bernardes dos Santos”, fazendo jus ao criador/fundador da escola.

“Só os que têm fé, são capazes de lutar por um grande ideal”, assim sendo: “Sic Itur ad Astra” - Então vamos para as estrelas...
Participe nos comentários. Ajude a identificar as pessoas...
*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista

Nota do autor: Esse arremedo de crônica publiquei em um dos TBTs da Câmara Municipal ocasião de minha passagem por lá.

Jornalista, escritor, pesquisador, criador de conteúdos, historiador, bibliotecário.


Zenon Zoroastro Borges - Jornalista pioneiro
Da redação *Firmino Leal

Zenon Zoroastro Borges, nasceu em Sacramento em 1883. Era casado com a lendária professora Flávia Proença Lana Borges, sendo ela nascida em Patrocinio-MG. Homem de imprensa, pioneiro, letrado, foi uma das figuras de destaque do nosso meio intelectual. Era casado com a lendária e também pioneira professora Flávia Lana Borges. Iniciou carreira militar chegando a ocupar o posto de tenente secretário do 76° Batalhão de Infantaria Estado-Maior do Exército Brasileiro.

Em setembro de 1912, ainda moço, e após concluir seus estudos, contando apenas com 25 anos de idade, aportou em Conquista, ocasião em que foi nomeado secretário da presidência da Câmara, cargo que ocupou com esmerado zelo e destacada competência.

Inquieto que era, fundou em Conquista juntamente com o Major Aristogiton França, o bem elaborado semanário O Imparcial, que contava com excelente corpo de redatores e colunistas.

Zenon Zoroastro Borges, sempre transpareceu com fulgor e brilho na imprensa conquistense, suas produções tanto em prosa como em versos, foram muito apreciadas pelos leitores da época e até hoje permeiam a azáfama literária.

Foi contemporâneo, amigo e discípulo de Euripedes Barsanulfo, sendo aclamado como orador oficial nas solenidades festivas ou comemorativas que envolvia Euripedes ou a instituição que dirigia, sempre solícito, lá estava Zenon Borges com sua oratória, tanto que a enciclopédia francesa L’ Apotre de La Charite traz significativa narrativa sobre tais acontecimentos, assim como, sua participação como professor do Colégio Allan Kardec, instituição criada e dirigida por Eurípedes.

Através deste modesto relato rendemos justa homenagem ao inteligente e pioneiro jornalista, que muito cooperou pelo engrandecimento de Conquista.

* Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista, bibliotecário.



Domingos Vilela de Andrade
Da Redação *Firmino Leal
Jornal O Conquistense
Domingos Vilela de Andrade, filho de Modesto Vilela dos Reis e de Maria Paulo de Andrade, Nasceu em Monte Alegre de Minas Geais em 12 de julho de 1850. Contraiu núpcias com Anna Claudina Vilela de Andrade de cujo consórcio teve onde filhos, entre eles: Elyda Vilela de Andrade de Mendonça Uchoa, casada com Leovegildo de Mendonça Uchoa: Tenente-Cel. Francisco Vilela de Andrade, casado com Zenaide Camargo de Andrade; Theololina Vilela de Mendonça Uchoa, casada com Theodomiro de Mendonça Uchoa; Modesto Vilela de Andrade, Casado com Maria Emerenciana Vilela de Andrade; Helena Vilela de Mendonça Uchoa, casada com Antônio de Mendonça Uchoa Filho.
Depois de residir por muitos anos no município de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, adquiriu grande propriedade agrícola, tornou-se importante agricultor do rico município, e para dar expansão ao seu gênio progressista, adquiriu propriedades no seu estadão natal. Foi assim, que, em 1892, adquiriu diversas fazendas em Minas Gerais, entre elas a denominada “Conquista”.
Em janeiro de 1894 transferiu sua morada e dedicou-se à cultura do café, em tão grande escala, que tornou-se a mais importante da região. O desenvolvimento rápido da nova lavoura, motivado pelo carinho e atividade com que era tratada desafiou os agricultores vizinhos a dedicarem-se ao mesmo ramo de agricultura. Que se expandiu em toda zona com vivo interesse. Ao mesmo tempo que cuidava ativamente de desenvolver sua propriedade agrícola, procurava também por todos os meios ao seu alcance, impulsionar o progresso da povoação.
Construiu diversos prédios, na povoação, que ia alugando a preços módicos canalizando água potável para esse núcleo de casas, impulsionando o comércio e indústria, facilitando capitais e adquirindo os produtos para consumo da sua grande propriedade rural; desenvolvendo propaganda nos municípios vizinhos a fim de que seus habitantes viessem abastecer-se nesta estação dos produtos de importação, e dispor dos de exportação.
Havia algumas casas de comércio, mas sentindo que a praça, ressentia da falta de uma casa de certo vulto e capital, resolveu abrir um importante e bem montado armazém de comissões, a par de um estabelecimento de comércio de primeira ordem, com capital suficiente para desempenhar as funções a que se destinava; e com pessoal idôneo na gerência e no escritório, conseguiu grande afluência dos habitantes dos municípios vizinhos que, de preferência, procuravam esta praça, dando isso lugar a que outras casas comerciais fossem abrindo e assim fosse tornando vulto, o movimento comercial.
Em 1889 quando, a linha férrea Mogiana aqui chegou, não havia uma única casa próxima ao local em que está situada.

Em 1894, o engenheiro Crispiniano Tavares, atendendo solicitação dos senhores: Cel. Antônio Alves da Silva e Cel. Francos Meireles do Carmo, levantou a planta da povoação, traçou e demarcou as ruas, dando-lhes as denominações; planta e nomenclaturas estas, aprovadas pela Câmara Municipal de Sacramento, que até então tinha jurisdição sobre o distrito. O progresso dessa terra se deu graças à fertilidade do solo que foi a atração de milhares de pessoas que aqui se estabeleceram.
O necessário era cuidar da emancipação política; e assim, com outros companheiros levantaram um partido e organizaram um diretório que se filiou a um dos partidos que militavam na cidade de Sacramento, então sede do município, e lhe deu a criteriosa orientação para em breve tempo, conseguir a criação do “distrito” e a consequente instalação em maio de 1906. Voltou a residir na cidade de Ribeirão Preto, de onde continuou a prestar relevantes serviços à amada Conquista. E lá faleceu em 11 de julho de 1911, portanto, um mês antes da criação do município de Conquista.
Homenagem
Homenagem: em retribuição ao legado de Domingos Vilela de Andrade, o Município de Conquista denominou um logradouro público com o nome de Rua Domingos Vilela, fazendo justiça ao grande homem que deixou profundas marcas de dedicação e trabalho em prol do povo do lugar.
Fonte: Fagulhas de História do triângulo Mineiro-Maura Afonso Rodrigues
*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista, bibliotecário.



Janete Clair: “Usineira de Sonhos”
Da Redação *Firmino Leal

Hoje 25 de abril de 2026, comemora-se o aniversário de nascimento da renomada autora brasileira, que completaria 101 anos se estivesse viva (ela faleceu em 16 de novembro de 1983).
Janete Clair. Ginette Stocco Emer nasceu em Conquista, Minas Gerais, em 25 de abril de 1924. Filha de Salim Emer e Carolina Stocco Emer. Cursou os primeiros anos escolares no Grupo Escolar Dr. Prado Lopes em Conquista (MG). Despertou para as artes cênicas muito cedo, logo na sua colação de grau da quarta série, recitou poema alusivo ao seu bacharelando ao lado da poetisa conquistense Mafalda Monte, sua contemporânea.
Segundo a crônica local residiu aqui em Conquista em três locais diferentes, sendo este, um fato corriqueiro para os padrões da época, pois a Conquista de então, era um “Eldorado” com uma população flutuante de aproximadamente trinta mil pessoas, havendo, portanto, escassez de moradias. Outro fato é que seu pai o senhor Salim Emer de origem síria era comerciante do ramo de tecidos, sendo possível o mesmo ter a casa comercial em um local e a moradia em outro, daí às vezes o desencontro das informações precisas quanto a sua residência. No entanto, afirmamos com convicção que depois de um minucioso apanhado de campo, a sua última moradia em Conquista foi à Rua Doutor Furiati, nº 217, no centro da cidade.
Ginette Emer adotou o nome artístico de Janete Clair inspirada na canção “Clair de Lune”, de Debussy. Começou a vida profissional como cantora, mas aos 16 anos, foi aprovada em teste para locução da rádio Tupi-Difusora, em São Paulo, onde trabalhou sob orientação de Cacilda Becker. Na Tupi paulista, conheceu Dias Gomes com quem se casou em 1950. Deste enlace tiveram quatro filhos; Guilherme, Denise, Alfredo e Marcos, este faleceu aos três anos, em 1968. Com a maternidade passou a se dedicar a escrever radio novelas. Na década de 60 passou trabalhar na televisão, escrevendo novelas. Com o golpe militar de 1964 e o marido Dias Gomes perdendo o emprego, ela passa a trabalhar em dobro. Foram muitas novelas até 1983. Seu maior sucesso na TV foi “Selva de Pedra” (1973). Janete Clair faleceu em 16 de novembro de 1983, vítima de câncer.
Homenagem
Em homenagem a maior autora de telenovelas do Brasil, apelidada de "Usineira de Sonhos" por Carlos Drummond de Andrade, existe em Conquista sua terra natal, um Anfiteatro na área central da cidade e uma Avenida com seu nome, situada no Conjunto Maricota Rezende, e desde o recuado ano 2001, criou-se um grupo de teatro intitulado de: Grupo Teatral Janete Clair. Além disso, recetemente foi criado e inaugurado um Espaço Cultural com o seu nome e instituida a Comenda Janete Clair para reconhecer mulheres que contribuiram de maneira notável para valorização e desenvolvimento da cultura, da arte e da educação em nosso municipio.
Assista reportagem no link: https://globoplay.globo.com/v/12119770/
*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista