Família Abatti
Da redação *Firmino Leal
quinta-feira, 7 de maio de 2026
A saga conquistense foi marcada pelo fluxo migratório ocorrido principalmente no final do século dezenove, especialmente por italianos. Na Itália havia a escassez de trabalho, enquanto no Brasil, havia a necessidade da importação de mão de obra, em conseqüência da abolição da escravatura.
Por volta de 1889, aportavam em Conquista, então um pequeno aglomerado de construções dispersas, os Irmãos Artur Abatti e Aldo Abatti, oriundos da região da Calábria na Itália. Como a maioria dos italianos que vieram para o Brasil, os irmãos Abatti tiveram um inicio muito difícil, entre os mais variados tipos de trabalho, grande parte deles de característica braçal e agrícola.
Com o passar doa anos, os irmãos Abatti colocaram em prática as experiências trazidas do velho mundo, tais como: conhecimentos preliminares de utilização de roda d’aqua, engrenagens e modelos de máquinas de beneficiar cereais, tanto, que chegaram a possuir duas máquinas de beneficiar arroz e café, além de propriedades rurais.
Outro fator importante, peculiar dos europeus que aqui aportaram, e que os irmãos Abatti também foram referência, trata-se do espírito empreendedor de ambos, sendo que havia uma disputa acirrada, porém saudáveis entre os dois irmãos vejamos: Aldo Abatti adquiriu um belíssimo sobrado de um lado da praça central da cidade, construído por Adolfo Martins Borges, solar que ficou perpetuado na memória do povo como Solar da Família Andrade, que foram os sucessores do imóvel. Curiosamente e imediatamente o Artur Abatti adquiriu no lado posto da Praça um sobrado cujo solar foi construído pelo coletor federal Miguel Ângelo. Belvedere de equivalente importância e singular beleza.
Os anos se passaram, os irmãos Abatti constituíram famílias e, por conseguinte os seus descentes se tornaram importantes vultos da saga conquistense. Fruto do costume da época o sobrenome Abatti tornou-se Abate. Homens de grandes haveres, um dos membros da grei, Rodolfo Abate, chegou ao posto máximo na hierarquia da cidade e tornou-se Prefeito Municipal na administração 1961 a 1962.
Hoje, a família Abate ainda permeia a luta iniciada pelos senhores Aldo e Artur e continuam espargindo a chama encetada pelos seus ascendentes em busca da realização dos seus ideais no “Florão da América”.
*Escritor, criador de conteúdos, historiador, jornalista, bibliotecário.
Encontro com Chico Xavier na “Esquina do Enjeitei”
Da redação *Firmino Leal
Idos anos 70... Naquele tempo Uberaba fervilhava cultura. A cidade universitária se tornara também referencia regional na medicina. Tudo conspirava para que a metrópole se tornasse mundialmente conhecida. A ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, instituição que agrega em suas fileiras o rol de criadores da raça zebuína com espécies de alta linhagem, se preparava para transferir sua sede da Rua Manoel Borges no centro da cidade, para a pujante sede dentro do Parque de Exposições Fernando Costa.
Além disso, a Doutrina Espírita desenvolvia naturalmente extraordinário turismo religioso, com numeroso fluxo de pessoas de outros estados e até do exterior em busca de suave encontro com o Médium mundialmente conhecido, Francisco Cândido Xavier.
O centro da cidade era pura poesia. A Praça Rui Barbosa era circundada por belíssimas construções estilos: neogóticos, coloniais e aparente ecletismo.
No inicio da Artur Machado tínhamos a Notre Dame de Paris numa esquina, e na outra, o Bar 1001, este nunca fechava e era o local predileto dos notívagos da Uberaba boêmia.
Seguindo a rua, quase na esquina com a Avenida Leopoldino de Oliveira, tínhamos o famoso Café JB, ponto tradicional dos grandes negociantes da raça zebuína, os quais tinham como local predileto para realizarem seus negócios e contatos comerciais, a “Esquina do Enjeitei”.
Esse emblemático local uberabense ficava sob a marquise do antigo Banco Financial de Mato Grosso, na confluência de Rua Artur Machado com a Avenida Leopoldino de Oliveira, era ali, naquele períbolo, que fervilhavam os acontecimentos de Uberaba, junto a eles, as falácias: Eu enjeitei tanto em minha boiada! Outro: Eu também enjeitei! Eu comprei o touro campeão da Exposição por um milhão! E assim ficou conhecida e impregnada na memória da população uberabense, a “Esquina do Enjeitei”.
Pois bem, certa tarde ao sair do estabelecimento bancário em que trabalhava, segui célere rumo ao Café JB, qual foi minha surpresa ao cruzar a “Esquina do Enjeitei”, me deparei frente a frente com Chico Xavier. A emoção extravasou meu ser; trocamos ligeiro olhar, e ele afável, me dirigiu cortêz vênia com um leve aceno movimentando sua cabeça verticalmente, no que prontamente respondi.
Pasmo, fitei seu jeito leve no nadar até sumir no meio da multidão que o saudava incessantemente, assim como eu também o fizera. Daquele momento inesquecível guardei para sempre na minha lembrança um simples fato: do lado direito de sua algibeira, portava um chaveiro contendo inúmeras chaves as quais, adornavam e combinavam com sua calça cinza envelhecida.
Os anos se passaram... Certa ocasião ao ler a obra psicografada e da lavra mediúnica de Carlos Bacelli, pelo espírito do Dr. Inácio Ferreira, me deparei com uma narrativa do Chico dizendo que certa vez ao atravessar aquele logradouro para ir cuidar dos afazeres comerciais e bancários, um grupo de entidades trevosas no mal, praticaram tentativas e atos de agressões e achincalhamentos direcionados à sua pessoa. Porém, protegido pelos benfeitores espirituais e por suas orações, ele saiu incólume daquelas perseguições de nossos irmãos trevosos.
Ao me debruçar sobre essa leitura, espírito áspero e rude que ainda sou, mesmo assim, me lembrei daquela feliz tarde do meu encontro com Chico Xavier na “Esquina do Enjeitei” e, viajei num ousado sonho imaginário e quase real: quem sabe não foi naquela tarde do nosso encontro que o Chico se desvencilhou daquelas entidades trevosas?
Quanta ousadia e vaidade de minha parte! Porém, desde aquele dia passei ver o mundo e os meus semelhantes de forma diferenciada, com conceitos alicerçados na fé, na esperança e no amor.
Nota do autor: foto ilustrativa da Esquina do Enjeitei de Uberababa em fotos aquém agradecemos.
*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista e bibliotecário.
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Padre João Valverde
Da redação * Firmino Leal
Muitas são as histórias que envolvem a passagem da figura lendária de padre João Valverde pela Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes em Conquista, Minas Gerais. A sua transferência de forma drástica e inesperada, ocorreu em consequência de uma animosidade com uma das famílias poderosas da época, como ratifica curioso oficio nº 151 de 10 de dezembro de 1938, emanado do então Executivo Municipal, endereçado a autoridade eclesiástica da época reivindicando a sua remoção.
Vejamos nas palavras do professor e historiador Daniel Amatângelo no seu livro: A Caminho do Alto... Uma Saga Comunitária, algumas particularidades sobre a sua atuação em Conquista:
“Em 1929 toma posse o Padre João Valverde. Com característica, muito exigente, rigoroso até no cumprimento dos valores morais e religiosos da época. Foi com ele que a Igreja Matriz tomou grande impulso para seu término. Promotor de vocações. Criou na comunidade associações e para a matriz, adquiriu imagens e deu continuidade a sua construção. Fundou o Apostolado da Oração, a Associação de São José, o Apostolado da Oração, a Pia União das Filhas de Maria e Congregação Mariana. Fundou ainda, junto com Francisco Zago Sacon e outros, a Confraria São Vicente.
Muitos o admiravam pelo seu dinamismo e atenção junto aos conquistenses. Também colaborava com as irmãs franciscanas no Colégio, proporcionando materiais para aprendizagem das menores e gêneros alimentícios.
Pessoalmente, foi um grande incentivador de vocações e diretor espiritual.
Com a saída do Padre, muitos paroquianos afastaram, pois não aceitaram o que ocorrera, a submissão da paróquia para o Poder Executivo de então”.
Naquela época, teve início a corrida industrial, ocasionando o famigerado êxodo rural, contribuído para o declínio das pequenas cidades brasileiras, em Conquista não foi diferente, um acentuado marasmo e um visível estado de estagnação tomou conta do lugar. Daí muitos atribuírem esse declínio em consequência de uma “praga” emanada do Padre João Valverde sobre a cidade, proferida quando da sua inesperada saída.
Outro fato curioso: no dia de sua saída, foi fretado o táxi do Sr. Alfredo Damião para levá-lo até o seu destino. Acontece que, pessoas estranhas e de caráter duvidoso, circundavam a então Praça Rui Barbosa, causando certo pavor no próprio padre e nos curiosos que espreitavam o acontecimento, dificultando assim, o traslado das bagagens e pertences do religioso da casa paroquial até o veículo estacionado ao lado. Foi então, que o Sr. Artur Damião, juntamente como o comerciante Innocentte Fragonezzi, decidiram de forma ousada, carregarem os pertences e a bagagem até o automóvel. Além disso, deram uma espécie de cobertura até que o veículo desaparecesse.
Conta a crônica local que a chagar em um mirante já fora da cidade, o religioso ordenou que o Sr. Alfredo Damião parasse o automóvel, no que foi obedecido, aí então, teria proferido a seguinte frase: Conquista! Tu nunca passarás de Conquista!
Outra versão descreve um gesto inusitado do religioso: ele teria tirado suas sandálias, que era o calçado comum à época e batido uma na outra, dando a entender que não queria levar de Conquista nenhuma lembrança, nem o pó das sandálias. Na nossa concepção, fatos improváveis em decorrência da sua profunda religiosidade e fé e por tratar-se de um religioso carregado de humanismo e compaixão. Além disso, a teologia católica ensina que o sacerdote é chamado a amar e abençoar, e as pragas são vistas como um ato contrário à sua missão de ser "bom pastor", daí a razão de não acreditarmos nos relatos da crônica local.
Crônica extrada do livro Memória Conquistase que encontra-se no prelo.
Bibliografia e foto: Livro a Caminho do Alto... Uma Saga Comunitária
Professor Historiador Daniel Amatângenlo
Dr. Inácio Ferreira
Por Carlos Baccelli
Em 15 de abril de 1904 nascia em Uberaba o Dr. Inácio Ferreira!!!
Reproduzimos aqui parte de entrevista concedida a Elias Barbosa, em 1970:
1 – Como foi, Dr. Inácio, que o senhor se tornou espírita?
Pela recusa de vários médicos em atender a responsabilidade do funcionamento do Sanatório Espírita de Uberaba, na década de trinta – perante as autoridades e a sociedade – pelo prejuízo que poderia acarretar as suas clínicas, aceitei o convite, com decisão e desprendimento. Não conhecia e nada entendia do Espiritismo.
Na véspera da inauguração do Sanatório, recebi de Maria Modesto Cravo, então diretora administrativa, dois livros com a dedicatória do Dr. Bezerra de Menezes. O primeiro, O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec e o segundo, Código Penal Brasileiro, aos quais pouco liguei.
Somente um ano mais tarde, após inúmeras observações de casos maravilhosos de cura no Sanatório, sem que minha ciência materialista e minha terapêutica para isso contribuíssem, tive a curiosidade despertada para aqueles dois códigos, o Divino e o humano.
Lendo o primeiro, deparei com os conhecimentos vedados pela cortina materialista que vieram à tona do raciocínio, como despertos pelo passado de outras reencarnações. Revolvi as demais obras espíritas como espécie de recordação.
Desperto, com a leitura e a experiência, até então, procurei ver e sentir, mais de perto os trabalhos de curas e doutrinações, rendendo-me à maravilha da Terceira Revelação, entregando-me de corpo e alma, ao estudo, experiências e consequentes resultados através de artigos, conferências e livros.
Livros escritos quando encarnado:
Dos livros que escreveu, seis lidam diretamente com a questão da medicina e suas relações com o Espiritismo: Tens Razão (1942), dedicado exclusivamente ao combate das acusações médicas de ser o Espiritismo um agente desencadeador da loucura; Novos Rumos à Medicina I e II (1945-1948), nos quais discute e exemplifica com muitos relatos de casos clínicos a proposta espírita de tratamento para a loucura; Espiritismo e Medicina (1941), Psiquiatria em face da Reencarnação (1940) e Peregrinos da Vida (1982).
Desencarnado Dr. Inácio trem mais de 50 obras publicadas! Entre elas:
Na Próxima Dimensão, Fundação Emmanuel, Carta do Dr. Inácio aos Espíritas, Reencarnação no Mundo Espiritual, Saúde Mental à Luz do Evangelho, Espírito é gente!, Transgênero, Espiritismo Livre, A 2a. Morte de Odilon entre outros!
Lista completa no link: http://www.saberemudar.com.br/index.php?
Entrevista retirada do site:
Livros do Dr. Inácio Ferreira disponíveis nos sites:
Conquista cosmopolita já teve consulado Italiano
Da redação *Firmino Leal
Em 1920, o município de Conquista contava com 17.206 habitantes, dos quais 2965 eram estrangeiros. O descrito abaixo representa a população estrangeira, segundo os países de origem:
Italianos 1252; Japoneses 911; portugueses 469; espanhóis 169; turcos 88; Alemães 15; americanos 8; Inglês 1; outros países 52.
Entre os imigrantes foi o italiano o que marcou de modo mais profundo a população, não apenas por constituir no grupo mais numeroso, mas pelo fato de ter radicado com tal firmeza no município que, até hoje, dificilmente, se encontra uma família que não tenha sobrenome italiano.
Não podemos precisar a época que começaram a chegar os imigrantes europeus à Conquista, mas, acreditamos que o período de maior migração foi de 1895 a 1915. A colônia italiana teve papel tão importante na economia do município, que no Ministério das Relações Exteriores da Itália, e, 1927. Instituiu, na cidade, uma agência consular.
O Jornal Tribuna de Conquista Edição de 18 de dezembro de 1927 faz os seguintes comentários sobre a agência consular: “Esta resolução do governo italiano representa uma distinção especial para esta cidade, que, doravante, terá um representante oficial do governo amigo, sendo um zelador dedicado dos interesses da grande, ordeira e progressista colônia deste município e Triângulo Mineiro”.
Fotos: Lucas Mahler Assunção Valentino
Fonte: Jornal Tribuna de Conquista; A Transformações do Espaço Rural de Conquista de Maria Benedita Cavalini; IBGE – Recenciamento de 1920.
*Escritor, criador de conteúdos, historiador, jornalista
70 anos do Centro Espirita e Cultural Euripedes Barsanulfo
Da Redação * Firmino Leal
O Centro Espírita e Cultural Euripedes Barsanulfo de Conquista, Minas Gerais, completou domingo passo 01 de março de 2026, 70 anos de profícuo, tenaz e laborioso trabalho alicerçado no Espiritismo Cristão.
Breve Histórico
Tudo começou por iniciativa do espirita e maçom preclaro Jales Ribeiro de Mello. Nascido em Jacui, Minas Gerais em 23/09/1924. Tendo nascido num lar espirita, em tenra infância muda-se para Uberaba juntamente com seus pais. Ali, estudou até concluir o 2° grau, onde aprendeu técnicas de contabilidade. Ao atingir maior idade, entra para a vida bancária, ingressando no antigo Banco Hipotecário de Agrícola de Minas Gerais. (mais tarde BEMGE);
No início dos anos cinquenta muda-se para Conquista, assumindo cargo de chefia no Banco Hipotecário, antes, porém, havia trabalhado também em Pedregulho. Aqui chegando no recuado ano de 1954, percebeu logo as dificuldades que os praticantes e simpatizantes da Doutrina Espírita encontravam para realizarem suas reuniões, pois só havia o Centro Espirita Fé e Amor em Santa Maria e Amor e Caridade em Guaxima. Na sede, somente na chácara de Dona Maria Cantora se desenvolviam trabalhos de transmissão de passe, evangelização e atendimento aos necessitados e aflitos no “Centrinho”.
Surge então, a ideia de arregimentar e fomentar ao lado de outras pessoas gradas, numerário suficiente para adquirir junto ao Sr. Ângelo Canassa esse prédio (foto).
Então em 1955, acontece a aquisição do prédio onde constitui-se o Centro Espirita e Cultural Eurípedes Barsanulfo, e em 1956 a fundação numa homenagem ao educador, político, jornalista, e médium brasileiro, um dos expoentes do espiritismo no país;
Jales Ribeiro, foi um homem conciliador, intemerato e probo, deixou inexcedível brilhantismo e venturoso trabalho dedicado a causa espirita e maçônica em Conquista. Isso lhe custou perseguições políticas, culminando numa transferência tempestiva para cidade de Passa Quatro-MG.
Culminando com esse auspicioso acontecimento, estão acontecendo palestras desde o dia 01 de março com encerramento previsto para amanhã dia 07/30. (Confira no Flyer).
*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, historiador, jornalista, bibliotecário.
Família Bizinotto
Da redação *Pe. Cairo Tadeu Bizzinotto
No final do século Dezenove, mais precisamente no ano de 1888, com a abolição da escravatura, houve um déficit de trabalhadores no Brasil. Paralelamente, na Itália, havia uma dificuldade em se encontrar trabalho, surgindo então o projeto “Plano de Imigração” que visava encaminhar as famílias italianas para os diversos pólos de convergência da imigração, onde Conquista, no estado de Minas Gerais, no Brasil, era um destes pólos.
Por ser uma região de terras férteis, com muita água e com o benefício da rede ferroviária que ligava Conquista ao porto de Santos, para o comércio dos produtos da lavoura (principalmente o café) direto para exportação, foi Conquista escolhida para abrigar as famílias dos Bizinotto.
Lutrano, província de Treviso que era uma região absolutamente campestre, onde se primava o trabalho e conhecida como a “Cidade das Águas”, muito rica em moinhos movidos a água era a terra mãe dos Bizinotto. Em muitas de suas propriedades, já aqui no Brasil, eram conhecidos estes moinhos.
Os Bizinotto chegaram em Setembro de 1897 e se dirigiram à fazenda Lageado, que era uma fazenda desenvolvida para a época e lá, de pobres agricultores que eram, adidos à lavoura do café, com seu amor ao trabalho, sua tenacidade e honradez, tornaram-se, primeiro independentes, depois arremediados e, finalmente fazendeiros, donos de grandes glebas de terras, que abrangem vastas extensões dos municípios de Conquista e de nossa vizinha Sacramento. São conhecidas suas primeiras aquisições: Fazendas São Vicente, Bacuri, Aldeia, Mumbuca e tantas outras.
O mais antigo Bizinotto que se tem notícia é Antonio Bizinotto, General do Exército Italiano. Teve três filhos: Jácomo, João Batista e Inocente. Jácomo teve um único filho, Luiz Bizinotto, que se casando com Augusta Antoniazzi, foi o pai dos Bizinotto que emigraram para o Brasil. Inocente teve o filho Antonio, que tem descendência na Itália. João Batista foi general do Exército e teve os filhos: João, cavalheiro da Coroa da Itália; Jácomo, tenente de carabineiros; Luiz, administrador das terras dos príncipes Papadópolis e Carlos Bizinotto, o mais célebre e conceituado da família Bizinotto. Foi comendador da Coroa da Itália, Cavalheiro da Ordem dos Santos Maurício e Lázaro e por decreto Real de 24/02/1909, elevado a ‘Cavalheiro da Ordem Del Lavoro’, título dos mais ambicionados na Itália. Hoje, a família se orgulha de ter mais de seis mil descendentes aqui no Brasil.
Toda a saga dos Bizinotto valeu a pena: Valeu, porque formaram uma família que, em Deus, busca a verdade e a razão de seu viver. Valeu porque acreditaram, neles mesmos e em Deus. Valeu porque tinha que valer.
Participou com a matéria Reverendo *Pe. Cairo Tadeu Bizzinotto, pároco titular da Paróquia Santa Maria Madalena de Conquista - MG – Diocese Anglo Católica do Pará.
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