quinta-feira, 7 de maio de 2026




Você conhece o Patrono de sua Rua? Rua Innocente Fragonezi
Da Redação *Firmino Leal
Innocente Fragonezi nasceu em Salgareda, País Itália, Região Vêneto, Província Treviso, no ano de 1905. Em 1913, aos nove anos de idade migrou para o Brasil, juntamente com seus pais: Giovanni Fragonezi, sua mãe Luiza Bergamo Fragonezi, sendo, portanto, a família composta de cinco irmãos, um homem Innocente, as irmãs: Palmira, Elvira, Josefina e Maria. Fixaram moradia em Conquista, Minas Gerais. Aqui chegando, trataram logo de construir a centenária residência e cômodo comercial à Rua João Martins Borges número 22, onde, desde 1915, perdurou por mais de 60 anos a firma comercial “Casa Fragonezi”.
Em 1929 contraiu núpcias com Amabile Boense, deste enlace tiveram 10 filhos, sendo cinco homens e cinco mulheres, os filhos homens: Inocente Fragonezi Filho, (José), João Raimundo Fragonezi, Evaristo Pedro Fragonezi, Germano Fragonezi e Paulo Fragonezi. As mulheres: Lourdes Fragonezi, Terezinha Luiza Fragonezi, Maria Aparecida Fragonezi, Luiza Fragonezi e Angelina Fragonezi. O casal adotou e criou como filha a Sra. Jovina Barcelos.
Católico fervoroso ajudou na construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes bom como na manutenção do Colégio Imaculada Conceição. Pertenceu a Congregação Mariana, a Sociedade Vicentina, e aos diversos movimentos e setores da Igreja Católica, sendo amigo dos párocos que por aqui passaram, dentre eles: Padre João Valverde, Cônego José de Mello Resende e Padre Pedro Magaline.
Innocente Fragonezi foi pai de família exemplar, comerciante honrado, de respeito. Lidou por muitos anos na sua firma comercial “Casa Farogonezi”, no ramo de secos e molhados, sorveteria, padaria e bar, chegando a possuir dois endereços comerciais em Conquista. Além disso, paralelo à atividade de comerciante, por muitos anos se dedicou à lavoura, à agricultura, no cultivo de vastas áreas agrícola na produção de arroz.
Nas palavras do seu contemporâneo Sr. Antônio Orlando de Almeida Borges: “foi um homem íntegro, trabalhador, honrado, cumpridor dos seus compromissos, homem de palavra”. Ratificando estas informações, abordamos vários moradores antigos da cidade de Conquista e nunca encontramos um comentário se quer que desabone a honradez de Innocente Fragonezi, pelo contrário, as pessoas ainda hoje, se manifestam e fazem referências positivas, saudosas e carinhosas à sua pessoa, bem como, à qualidade e sabor inesquecível dos seus produtos de sorveteria.
Innocente Fragonezi faleceu em 1979 aos 74 anos. Foi um italiano que aqui aportou e ajudou a construir Conquista terra que amou e respeitou imensamente. Deixou numerosa prole que herdaram e continuam espargindo os seus preceitos de honradez e caráter aqui neste pedacinho da Itália em Minas, rincão abençoado e feliz da “America Del Fiore”.
Homenagem
Homenagem: em retribuição ao legado de Innocente Fragonezzi, o Município de Conquista denominou um logradouro público com o nome de Rua Innocente Fragonezzi, fazendo justiça ao grande homem que deixou profundas marcas de dedicação e trabalho em prol do povo do lugar.
*Escritor, criador de conteúdos, historiador, jornalista, bibliotecário.



Família Abatti
Da redação *Firmino Leal

A saga conquistense foi marcada pelo fluxo migratório ocorrido principalmente no final do século dezenove, especialmente por italianos. Na Itália havia a escassez de trabalho, enquanto no Brasil, havia a necessidade da importação de mão de obra, em conseqüência da abolição da escravatura.

Por volta de 1889, aportavam em Conquista, então um pequeno aglomerado de construções dispersas, os Irmãos Artur Abatti e Aldo Abatti, oriundos da região da Calábria na Itália. Como a maioria dos italianos que vieram para o Brasil, os irmãos Abatti tiveram um inicio muito difícil, entre os mais variados tipos de trabalho, grande parte deles de característica braçal e agrícola.

Com o passar doa anos, os irmãos Abatti colocaram em prática as experiências trazidas do velho mundo, tais como: conhecimentos preliminares de utilização de roda d’aqua, engrenagens e modelos de máquinas de beneficiar cereais, tanto, que chegaram a possuir duas máquinas de beneficiar arroz e café, além de propriedades rurais.

Outro fator importante, peculiar dos europeus que aqui aportaram, e que os irmãos Abatti também foram referência, trata-se do espírito empreendedor de ambos, sendo que havia uma disputa acirrada, porém saudáveis entre os dois irmãos vejamos: Aldo Abatti adquiriu um belíssimo sobrado de um lado da praça central da cidade, construído por Adolfo Martins Borges, solar que ficou perpetuado na memória do povo como Solar da Família Andrade, que foram os sucessores do imóvel. Curiosamente e imediatamente o Artur Abatti adquiriu no lado posto da Praça um sobrado cujo solar foi construído pelo coletor federal Miguel Ângelo. Belvedere de equivalente importância e singular beleza.

Os anos se passaram, os irmãos Abatti constituíram famílias e, por conseguinte os seus descentes se tornaram importantes vultos da saga conquistense. Fruto do costume da época o sobrenome Abatti tornou-se Abate. Homens de grandes haveres, um dos membros da grei, Rodolfo Abate, chegou ao posto máximo na hierarquia da cidade e tornou-se Prefeito Municipal na administração 1961 a 1962.

Hoje, a família Abate ainda permeia a luta iniciada pelos senhores Aldo e Artur e continuam espargindo a chama encetada pelos seus ascendentes em busca da realização dos seus ideais no “Florão da América”.

*Escritor, criador de conteúdos, historiador, jornalista, bibliotecário.



Encontro com Chico Xavier na “Esquina do Enjeitei”
Da redação *Firmino Leal


Idos anos 70... Naquele tempo Uberaba fervilhava cultura. A cidade universitária se tornara também referencia regional na medicina. Tudo conspirava para que a metrópole se tornasse mundialmente conhecida. A ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, instituição que agrega em suas fileiras o rol de criadores da raça zebuína com espécies de alta linhagem, se preparava para transferir sua sede da Rua Manoel Borges no centro da cidade, para a pujante sede dentro do Parque de Exposições Fernando Costa.

Além disso, a Doutrina Espírita desenvolvia naturalmente extraordinário turismo religioso, com numeroso fluxo de pessoas de outros estados e até do exterior em busca de suave encontro com o Médium mundialmente conhecido, Francisco Cândido Xavier.

O centro da cidade era pura poesia. A Praça Rui Barbosa era circundada por belíssimas construções estilos: neogóticos, coloniais e aparente ecletismo.

No inicio da Artur Machado tínhamos a Notre Dame de Paris numa esquina, e na outra, o Bar 1001, este nunca fechava e era o local predileto dos notívagos da Uberaba boêmia.

Seguindo a rua, quase na esquina com a Avenida Leopoldino de Oliveira, tínhamos o famoso Café JB, ponto tradicional dos grandes negociantes da raça zebuína, os quais tinham como local predileto para realizarem seus negócios e contatos comerciais, a “Esquina do Enjeitei”.

Esse emblemático local uberabense ficava sob a marquise do antigo Banco Financial de Mato Grosso, na confluência de Rua Artur Machado com a Avenida Leopoldino de Oliveira, era ali, naquele períbolo, que fervilhavam os acontecimentos de Uberaba, junto a eles, as falácias: Eu enjeitei tanto em minha boiada! Outro: Eu também enjeitei! Eu comprei o touro campeão da Exposição por um milhão! E assim ficou conhecida e impregnada na memória da população uberabense, a “Esquina do Enjeitei”.

Pois bem, certa tarde ao sair do estabelecimento bancário em que trabalhava, segui célere rumo ao Café JB, qual foi minha surpresa ao cruzar a “Esquina do Enjeitei”, me deparei frente a frente com Chico Xavier. A emoção extravasou meu ser; trocamos ligeiro olhar, e ele afável, me dirigiu cortêz vênia com um leve aceno movimentando sua cabeça verticalmente, no que prontamente respondi.

Pasmo, fitei seu jeito leve no nadar até sumir no meio da multidão que o saudava incessantemente, assim como eu também o fizera. Daquele momento inesquecível guardei para sempre na minha lembrança um simples fato: do lado direito de sua algibeira, portava um chaveiro contendo inúmeras chaves as quais, adornavam e combinavam com sua calça cinza envelhecida.

Os anos se passaram... Certa ocasião ao ler a obra psicografada e da lavra mediúnica de Carlos Bacelli, pelo espírito do Dr. Inácio Ferreira, me deparei com uma narrativa do Chico dizendo que certa vez ao atravessar aquele logradouro para ir cuidar dos afazeres comerciais e bancários, um grupo de entidades trevosas no mal, praticaram tentativas e atos de agressões e achincalhamentos direcionados à sua pessoa. Porém, protegido pelos benfeitores espirituais e por suas orações, ele saiu incólume daquelas perseguições de nossos irmãos trevosos.

Ao me debruçar sobre essa leitura, espírito áspero e rude que ainda sou, mesmo assim, me lembrei daquela feliz tarde do meu encontro com Chico Xavier na “Esquina do Enjeitei” e, viajei num ousado sonho imaginário e quase real: quem sabe não foi naquela tarde do nosso encontro que o Chico se desvencilhou daquelas entidades trevosas?

Quanta ousadia e vaidade de minha parte! Porém, desde aquele dia passei ver o mundo e os meus semelhantes de forma diferenciada, com conceitos alicerçados na fé, na esperança e no amor.

Nota do autor: foto ilustrativa da Esquina do Enjeitei de Uberababa em fotos aquém agradecemos. 

*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista e bibliotecário.

quarta-feira, 6 de maio de 2026



Padre João Valverde
Da redação * Firmino Leal

Muitas são as histórias que envolvem a passagem da figura lendária de padre João Valverde pela Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes em Conquista, Minas Gerais. A sua transferência de forma drástica e inesperada, ocorreu em consequência de uma animosidade com uma das famílias poderosas da época, como ratifica curioso oficio nº 151 de 10 de dezembro de 1938, emanado do então Executivo Municipal, endereçado a autoridade eclesiástica da época reivindicando a sua remoção.
Vejamos nas palavras do professor e historiador Daniel Amatângelo no seu livro: A Caminho do Alto... Uma Saga Comunitária, algumas particularidades sobre a sua atuação em Conquista:
“Em 1929 toma posse o Padre João Valverde. Com característica, muito exigente, rigoroso até no cumprimento dos valores morais e religiosos da época. Foi com ele que a Igreja Matriz tomou grande impulso para seu término. Promotor de vocações. Criou na comunidade associações e para a matriz, adquiriu imagens e deu continuidade a sua construção. Fundou o Apostolado da Oração, a Associação de São José, o Apostolado da Oração, a Pia União das Filhas de Maria e Congregação Mariana. Fundou ainda, junto com Francisco Zago Sacon e outros, a Confraria São Vicente.
Muitos o admiravam pelo seu dinamismo e atenção junto aos conquistenses. Também colaborava com as irmãs franciscanas no Colégio, proporcionando materiais para aprendizagem das menores e gêneros alimentícios.
Pessoalmente, foi um grande incentivador de vocações e diretor espiritual.
Com a saída do Padre, muitos paroquianos afastaram, pois não aceitaram o que ocorrera, a submissão da paróquia para o Poder Executivo de então”.
Naquela época, teve início a corrida industrial, ocasionando o famigerado êxodo rural, contribuído para o declínio das pequenas cidades brasileiras, em Conquista não foi diferente, um acentuado marasmo e um visível estado de estagnação tomou conta do lugar. Daí muitos atribuírem esse declínio em consequência de uma “praga” emanada do Padre João Valverde sobre a cidade, proferida quando da sua inesperada saída.
Outro fato curioso: no dia de sua saída, foi fretado o táxi do Sr. Alfredo Damião para levá-lo até o seu destino. Acontece que, pessoas estranhas e de caráter duvidoso, circundavam a então Praça Rui Barbosa, causando certo pavor no próprio padre e nos curiosos que espreitavam o acontecimento, dificultando assim, o traslado das bagagens e pertences do religioso da casa paroquial até o veículo estacionado ao lado. Foi então, que o Sr. Artur Damião, juntamente como o comerciante Innocentte Fragonezzi, decidiram de forma ousada, carregarem os pertences e a bagagem até o automóvel. Além disso, deram uma espécie de cobertura até que o veículo desaparecesse.
Conta a crônica local que a chagar em um mirante já fora da cidade, o religioso ordenou que o Sr. Alfredo Damião parasse o automóvel, no que foi obedecido, aí então, teria proferido a seguinte frase: Conquista! Tu nunca passarás de Conquista!

Outra versão descreve um gesto inusitado do religioso: ele teria tirado suas sandálias, que era o calçado comum à época e batido uma na outra, dando a entender que não queria levar de Conquista nenhuma lembrança, nem o pó das sandálias. Na nossa concepção, fatos improváveis em decorrência da sua profunda religiosidade e fé e por tratar-se de um religioso carregado de humanismo e compaixão. Além disso, a teologia católica ensina que o sacerdote é chamado a amar e abençoar, e as pragas são vistas como um ato contrário à sua missão de ser "bom pastor", daí a razão de não acreditarmos nos relatos da crônica local.
Crônica extrada do livro Memória Conquistase que encontra-se no prelo.
Bibliografia e foto: Livro a Caminho do Alto... Uma Saga Comunitária
Professor Historiador Daniel Amatângenlo



Dr. Inácio Ferreira
Por Carlos Baccelli
Em 15 de abril de 1904 nascia em Uberaba o Dr. Inácio Ferreira!!!
Reproduzimos aqui parte de entrevista concedida a Elias Barbosa, em 1970:
1 – Como foi, Dr. Inácio, que o senhor se tornou espírita?
Pela recusa de vários médicos em atender a responsabilidade do funcionamento do Sanatório Espírita de Uberaba, na década de trinta – perante as autoridades e a sociedade – pelo prejuízo que poderia acarretar as suas clínicas, aceitei o convite, com decisão e desprendimento. Não conhecia e nada entendia do Espiritismo.
Na véspera da inauguração do Sanatório, recebi de Maria Modesto Cravo, então diretora administrativa, dois livros com a dedicatória do Dr. Bezerra de Menezes. O primeiro, O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec e o segundo, Código Penal Brasileiro, aos quais pouco liguei.
Somente um ano mais tarde, após inúmeras observações de casos maravilhosos de cura no Sanatório, sem que minha ciência materialista e minha terapêutica para isso contribuíssem, tive a curiosidade despertada para aqueles dois códigos, o Divino e o humano.
Lendo o primeiro, deparei com os conhecimentos vedados pela cortina materialista que vieram à tona do raciocínio, como despertos pelo passado de outras reencarnações. Revolvi as demais obras espíritas como espécie de recordação.
Desperto, com a leitura e a experiência, até então, procurei ver e sentir, mais de perto os trabalhos de curas e doutrinações, rendendo-me à maravilha da Terceira Revelação, entregando-me de corpo e alma, ao estudo, experiências e consequentes resultados através de artigos, conferências e livros.
Livros escritos quando encarnado:
Dos livros que escreveu, seis lidam diretamente com a questão da medicina e suas relações com o Espiritismo: Tens Razão (1942), dedicado exclusivamente ao combate das acusações médicas de ser o Espiritismo um agente desencadeador da loucura; Novos Rumos à Medicina I e II (1945-1948), nos quais discute e exemplifica com muitos relatos de casos clínicos a proposta espírita de tratamento para a loucura; Espiritismo e Medicina (1941), Psiquiatria em face da Reencarnação (1940) e Peregrinos da Vida (1982).
Desencarnado Dr. Inácio trem mais de 50 obras publicadas! Entre elas:
Na Próxima Dimensão, Fundação Emmanuel, Carta do Dr. Inácio aos Espíritas, Reencarnação no Mundo Espiritual, Saúde Mental à Luz do Evangelho, Espírito é gente!, Transgênero, Espiritismo Livre, A 2a. Morte de Odilon entre outros!
Entrevista retirada do site:
Livros do Dr. Inácio Ferreira disponíveis nos sites:



Conquista cosmopolita já teve consulado Italiano
Da redação *Firmino Leal

Em 1920, o município de Conquista contava com 17.206 habitantes, dos quais 2965 eram estrangeiros. O descrito abaixo representa a população estrangeira, segundo os países de origem:
Italianos 1252; Japoneses 911; portugueses 469; espanhóis 169; turcos 88; Alemães 15; americanos 8; Inglês 1; outros países 52.
Entre os imigrantes foi o italiano o que marcou de modo mais profundo a população, não apenas por constituir no grupo mais numeroso, mas pelo fato de ter radicado com tal firmeza no município que, até hoje, dificilmente, se encontra uma família que não tenha sobrenome italiano.
Não podemos precisar a época que começaram a chegar os imigrantes europeus à Conquista, mas, acreditamos que o período de maior migração foi de 1895 a 1915. A colônia italiana teve papel tão importante na economia do município, que no Ministério das Relações Exteriores da Itália, e, 1927. Instituiu, na cidade, uma agência consular.
O Jornal Tribuna de Conquista Edição de 18 de dezembro de 1927 faz os seguintes comentários sobre a agência consular: “Esta resolução do governo italiano representa uma distinção especial para esta cidade, que, doravante, terá um representante oficial do governo amigo, sendo um zelador dedicado dos interesses da grande, ordeira e progressista colônia deste município e Triângulo Mineiro”.
Fotos: Lucas Mahler Assunção Valentino
Fonte: Jornal Tribuna de Conquista; A Transformações do Espaço Rural de Conquista de Maria Benedita Cavalini; IBGE – Recenciamento de 1920.
*Escritor, criador de conteúdos, historiador, jornalista



70 anos do Centro Espirita e Cultural Euripedes Barsanulfo
Da Redação * Firmino Leal

O Centro Espírita e Cultural Euripedes Barsanulfo de Conquista, Minas Gerais, completou domingo passo 01 de março de 2026, 70 anos de profícuo, tenaz e laborioso trabalho alicerçado no Espiritismo Cristão.
Breve Histórico
Tudo começou por iniciativa do espirita e maçom preclaro Jales Ribeiro de Mello. Nascido em Jacui, Minas Gerais em 23/09/1924. Tendo nascido num lar espirita, em tenra infância muda-se para Uberaba juntamente com seus pais. Ali, estudou até concluir o 2° grau, onde aprendeu técnicas de contabilidade. Ao atingir maior idade, entra para a vida bancária, ingressando no antigo Banco Hipotecário de Agrícola de Minas Gerais. (mais tarde BEMGE);
No início dos anos cinquenta muda-se para Conquista, assumindo cargo de chefia no Banco Hipotecário, antes, porém, havia trabalhado também em Pedregulho. Aqui chegando no recuado ano de 1954, percebeu logo as dificuldades que os praticantes e simpatizantes da Doutrina Espírita encontravam para realizarem suas reuniões, pois só havia o Centro Espirita Fé e Amor em Santa Maria e Amor e Caridade em Guaxima. Na sede, somente na chácara de Dona Maria Cantora se desenvolviam trabalhos de transmissão de passe, evangelização e atendimento aos necessitados e aflitos no “Centrinho”.
Surge então, a ideia de arregimentar e fomentar ao lado de outras pessoas gradas, numerário suficiente para adquirir junto ao Sr. Ângelo Canassa esse prédio (foto).
Então em 1955, acontece a aquisição do prédio onde constitui-se o Centro Espirita e Cultural Eurípedes Barsanulfo, e em 1956 a fundação numa homenagem ao educador, político, jornalista, e médium brasileiro, um dos expoentes do espiritismo no país;
Jales Ribeiro, foi um homem conciliador, intemerato e probo, deixou inexcedível brilhantismo e venturoso trabalho dedicado a causa espirita e maçônica em Conquista. Isso lhe custou perseguições políticas, culminando numa transferência tempestiva para cidade de Passa Quatro-MG.
Culminando com esse auspicioso acontecimento, estão acontecendo palestras desde o dia 01 de março com encerramento previsto para amanhã dia 07/30. (Confira no Flyer).

*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, historiador, jornalista, bibliotecário.