quarta-feira, 9 de junho de 2010

Coronel Tancredo França: Paladino de nossa emacipação



Na saga de homens públicos sedentos de renome, que disputam o favor do povo para avançar na carreira política, destacam-se os patriotas sinceros e dignos dos mais altos cargos.

Ao elenco destes, pertence o ilustre Cel. Tancredo França. Filho do Cel. Manoel Cassiano de Oliveira França e de D. Amélia Cherubina França, o Cel. Tancredo França teve por berço natal a vizinha cidade de Sacramento.

Em 1º de novembro de 1900, foi eleito vereador especial do distrito de Desemboque, termo de Sacramento, cargo este, que nos sentimos na obrigação de dizê-lo, foi desempenhado com muita dedicação e critério. Por decreto de 25 de novembro de 1899, foi nomeado capitão-cirugião do 55º Regimento de Cavalaria do citado termo e, depois, nomeado comandante de um dos batalhões da Guarda Nacional ali existente.

Homem provido de espírito culto, caráter nobre, trabalhador incansável, extremamente cortez, revelava em tudo uma franqueza excepcional. O Cel. Tancredo possuía o condão de ganhar à primeira vista a simpatia das pessoas com quem tratava. Este dom precioso explica o apoio sincero que jamais lhe negaram os seus amigos e admiradores, os quais, o colocaram na direção do “Partido Republicano Mineiro de Conquista”.

Republicano extremado. Foi contemporâneo de Antônio Alves da Silva, Antônio de Oliveira Maia, João Martins Borges, José Ferreira Barbosa, Antônio Carlos Teixeira Junqueira, Sérgio Marques da Silva, Manoel Marques e tantos outros paladinos das lides políticas locais.

Em 30 de agosto de 1911, consoante a divisão administrativa do Brasil, criou-se o Município de Conquista, desmembrando-se este então Distrito, do Termo de Sacramento. Em 1º de junho de 1912, Conquista emancipou-se político e administrativamente, ocasião, em que o Cel. Tancredo França atingiu a mais elevada posição municipal, assumindo as funções de Presidente e Agente Executivo da Câmara Municipal.

Caráter alicerçado nos fecundos mananciais de virtudes públicas e privadas. Extremamente devotado à causa pública, o Cel. Tancredo era, de fato, o homem talhado para chefia do então pujante Partido Republicano Mineiro, do altivo Município de Conquista, que patrioticamente presidiu com extraordinário progresso moral e material.

No exercício do cargo de Presidente e Agente Executivo da Câmara, prestou com elevado critério e patriotismo relevantes serviços a Conquista. Esforçando-se pela realização dos melhoramentos locais, recebendo aplausos e louvores de toda a população da época, sendo inclusive, reconhecido como responsável direto pela emancipação de Conquista. Para ratificar essas ligeiras referências ao seu honrado nome, basta dizer-se que, na renovação de mandatos de vereadores municipais, para o triênio 1916-1918, foi ele reeleito por absoluta unanimidade de votos.

Homem modesto e exemplar chefe de família, sincero, patriota, caritativo, sem ostentação, amigo leal e prestimoso: eis, em poucas linhas, a figura do Cel. Tancredo França, cujo legado muito honra as páginas da história de Conquista.

A hospitaleira, laboriosa, patriótica e digníssima família França, cujos ascendentes, foram homens de grandes haveres, merece o nosso mais elevado sentimento de gratidão, respeito e consideração.

HOMENAGEM

A praça central da cidade de Conquista ostenta o nome de Tancredo França, bem como, a comunidade rural da antiga Fazenda Erial, há uma década, passou a chamar-se de comunidade rural Tancredo França. Em 1992 a Câmara Municipal de Conquista criou a Comenda Coronel Tancredo França, honraria que tem como objetivo homenagear aqueles que prestam ou prestaram relevantes serviços a Município de Conquista.


Crônica do livro “Estação Conquista” que se encontra no prelo.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Saudação Pública

A Associação Cultural e Artística Joaquim Pereira Cruz, entidade mantenedora da Rádio Comunitária Dinâmica FM, orgulha-se em ter em seus quadros, como Diretor, Associado, Locutor e Amigo, FIRMINO LIBORIO LEAL,
e cumprimenta-o pelo recebimento da Comenda  Medalha Estadual do Mérito Renascença, outorgada pelo Governo do Estado Piauí, em 24 de janeiro de 2010.

Que a honrosa condecoração o estimule ainda mais na caminhada, fazendo história, com mesmo dinamismo, profissionalismo, caráter e responsabilidade, e continuando a ser o homem simples e gigante, que inserido em nossa Conquista, muito nos enriquece no convívio social, na comunicação e noutros tantos atributos que Deus lhe concedeu.

Parabéns Firmino Libório Leal!

Associação Cultural e Artística Joaquim Pereira Cruz
Gestões: 2007/2010 e 2010/2012

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Repórter Leal



Firmino Libório Leal, nordestino do Piauí. Cidadão Conquistense de coração, irmão na Loja Estrela Conquistense do Venerável Mestre João Anacleto de Pádua meu avô (in memoriam). Empreendedor jornalístico em nossa comunidade, titular de livro, fotógrafo. Busca a matéria na sua integra, leva informação, propaganda, cultura, muita nostalgia com reportagens como a do nosso Último Trem, saudosa Mogiana com a Maria-Fumaça, que virou tema e nome do seu próximo livro.

O quão importante é esse trabalho que visa lucro sim senhor! Mas pouco ou quase nada é seu retorno financeiro. Ainda muitas vezes, vai lá parte do seu salário para concluir mais uma publicação. O maior pagamento que recebe é contemplar a alegria de mais uma Edição publicada que circula em nossa cidade e por muitos outros estados e municípios através de nobres assinantes e conterrâneos ou não, que são informados com noticias de nossa terra.

Radialista nas manhãs de domingo, a Rádio Dinâmica FM tem o prazer de apresentar o programa Recordar é Viver, com toda sua irreverência, apresenta músicas de Nelson Gonçalves, Roberto Carlos, Orlando Silva, muito eclética a escolha do repertório. Bossa Nova, Jovem Guarda e antigos sucessos da época romântica dos saudosos boleros.

Sempre atualizado e buscando oferecer a melhor leitura, vai inovar mais uma vez com o Jornal On Line. É O CONQUISTESE na internet para o mundo. Editor criador do site da Câmara Municipal de Conquista. Inquieto que é, agora monta também como Editor, o Site da Prefeitura Municipal de Conquista. Por isso, atesto sem sofisma: Firmino Libório é o nosso “Repórter Leal”.

Por: Fernando Scalon Anacleto

sábado, 28 de novembro de 2009

Tributo a Advíncula da Cunha

Filho primogênito de Evangelino Cunha e Eloáh Adrien Cunha. Nasceu na cidade de Jataí. Estado de Goiás, no dia primeiro de junho de 1914. Encabeçava uma prole de onze filhos.

Quando pequeno ganhou de sua mãe o apelido de “Barão”. Forma esta de tratamento que lhe foi dispensada sempre por todos os que privaram da sua mais estreita intimidade.

Advíncula era bem pequeno quando a família se transferiu para a cidade de Araxá e em seguida para Sacramento, época sempre referenciada por ele como de saudosa memória, que, às margens do Ribeirão Borá, nas proximidades da ponte do Rosário, ele viu sua prima “Lola” (Leonor Cunha) pela primeira vez. Na ocasião, ambos tinham, respectivamente, oito e seis anos de idade.

As crianças descalças molhavam os pés nas águas límpidas do riacho. Vendo-a luminosa, catita e orvalhada, desde aquele instante, Barão teve o pressentimento de que aquela linda e singular menina seria futuramente, e sem margem de dúvidas, a sua companheira para toda vida. Esse presságio o destino selou em 10 de junho de 1945, pois contraiu matrimônio com a eleita do seu coração, selando assim um compromisso oficializado de aproximadamente dez anos.

Desde jovem Advíncula auxiliava o pai nos afazeres do consultório dentário; profissão que Evangelino exercia, prestimoso e bastante procurado. Assim, na “função de Tiradentes” e como dentista ambulante, nosso homenageado começou a trabalhar na zona rural. Era contratado pelos fazendeiros para dar tratos dentários aos familiares e colonos. Vale ressaltar que era ele que executava também todos trabalho de prótese: moldava dentes, fazia pontes móveis e/ou fixas, dentaduras. Aparelhos para correção de arcadas mal-formadas, restaurações a ouro, além de realizar cirurgias em crianças que nasciam com lábio leporino e em casos graves de sinusite.

Por essa época fez-se: um kardecista convicto; um fervoroso maçon., tornou-se também um grande idealistas. Adepto da UDN (União Democrática Nacional), partido político da época.

Ante a necessidade de um maior convívio com a família, pois, ainda trabalhava fora de casa, Barão decidiu parar com os encargos de dentista ambulante e fixou residência e gabinete em Conquista, em agosto de 1950. Ao lar, “singelo e desatativado”, ajuntaram-se-lhes três filhos: Lincoln (1946), Áurea Marly (1948) e Luiz Adrião (1950). Contudo, este último faleceu precocemente nos primeiros dias de vida.
Assim que chegou em Conquista, junto com alguns companheiros de ideal fundou o Centro Espírita e Cultural Eurípedes Barsanulfo, constituindo-se seu primeiro presidente. Como maçom preclaro, foi um dos fundadores da Loja Maçônica Estrela Conquistense, inclusive, foi seu primeiro Venerável Mestre. Alguns anos mais tarde também trabalhou juntamente com doutor. Lindolfo Bernardes dos Santos e outros idealistas, para a implantação em Conquista do Ginásio Antônio Martins Fontoura Borges (hoje, Escola Estadual Doutor. Lindolfo Bernardes dos Santos).

Em Conquista e região Advíncula granjeou sólidos e eternos relacionamentos. Tinha predileção por literatura variada; gostava muito de escrever e inclusive há um vasto repertório de produções de sua lavra, tanto em prosa quanto em verso. Fez-se sem alarde, humildemente e sempre que necessário, em braço anônimo e pródigo para os necessitados de qualquer sorte: Legou-nos grandes lições de fraternidade e desprendimento.

Repentinamente, a primeiro de janeiro de 1978, viu-se enviuvado. Sua fiel e dedicada esposa partiu depois de 34 anos de casados. Apos isso, sempre aconselhado por todos os mais íntimos sobre a necessidade de nova companhia, Barão, contudo achava que a sua Lola era insubstituível. Porém tornou-se casmurro e por demais entristecido. A maioria dos seus causos era plena de saudades e recordações

Advícula tinha especial predileção por Conquista. À moda dos menestréis varava noites com nos papos. E a sua última noite passada em Conquista Foi regada a cerveja e serenata. Acompanhado dos “tocadores conquistenses”, muitos amigos foram homenageados De acordo como relato dos que o acompanharam, ele estava muito eloqüente e vivás. Sem que ninguém desconfiasse, era a despedida final.

No dia subsequente, Barão rumou a Sacramento, onde pernoitaria para, na manhã seguinte, ir a São Paulo. Porém, a vida quis diferente: ao voltar do mecânico onde levara o “fusca verde” para que fora vistoriado durante sua ausência, visitou uma prima adoentada, despedindo-se ganhou a rua. Não chegou a andar um quarteirão caiu e perdendo os sentidos foi imediatamente socorrido por pessoas amigas.

Sobre a cama vazia ficara apenas: a mala feita e a passagem já comprada... Permaneceu em coma quatro dias. No dia 31 de outubro de 1986 adentrou a Vida Maior, deixando um legado de grande beleza e valores éticos, através das palavras escritas e faladas, mas principalmente por exemplos vivos. Deus o abençoe hoje e sempre, Advíncula da Cunha.

Agradecemos a família do saudoso Advíncula da Cunha, especialmente a Dona Áurea Marly Cunha Gutierrez Salvador que colaborou com a matéria.

Crônica do livro “Estação Conquista” que se encontra no prelo.

sábado, 5 de setembro de 2009

O Jornalista do Interior



Por mais uma década Conquista foi brindada com a circulação do noticioso Tribuna de Conquista. Tratava-se de um excelente jornal, que tinha a batuta do jornalista Ariston Timóteo, um dos pioneiros da imprensa do Triângulo Mineiro, haja vista, outro jornal fundado por ele e por Walmor Júlio Silva, grande jornalista, professor e decano da imprensa mineira, ter completado ano que passou, 40 anos de profícua existência, o grande jornal O Estado do Triângulo.

Foi nas páginas do Tribuna de Conquista que me deparei com os textos do डॉ Carlos César Bragatto, conhecido popularmente como “Badaia” desde os tempos memoráveis da gloriosa Associação Atlética Conquistense, onde, com maestria, ele envergou por muitos anos, a camisa de número oito.
Na famosa coluna “Badaia nos Esportes” e depois “Coluna do Badaia” ele propiciava a todos, leitura gostosa, de fácil entendimento। Badaia sabe como ninguém, prender os leitores. Com o passar dos anos, me tornei seu leitor e seu fã de carteirinha, talvez, pelo gosto e afinidade que temos em comum, ou seja, gostamos de música, principalmente do Rei Roberto Carlos, Jovem Guarda. Gostamos de Futebol, da Rádio Dinâmica FM, e de grupos musicais, sendo ele, exímio baterista e eu, apenas arranho as cordas de um violão.
Tenho guardado nos meus alfarrábios várias crônicas pitorescas, engraçadas e outras até trágicas, da lavra do Badaia. Uma até faz parte do meu modesto livro “Vozes da Ribeira”. Mas as três que passo narrar, certamente me marcaram bastante: certa ocasião, Badaia viajou a capital mineira em companhia do saudoso Hecmat Wazir, ao chegarem na Estação Rodoviária de Belo Horizonte, Badaia com seu faro jornalístico aguçado, descobriu no meio da multidão, a presença do grande treinador da Seleção Brasileira Telê Santana. Numa fração de minutos, ele soube extrair o máximo do mestre Telê Santana, resultado: brotou o artigo para a próxima edição do Tribuna de Conquista “Telê, Uai”।

Em outra ocasião, ao entrevistar o grande artilheiro Rivaldo Antônio Boense, o popular “Amigo da Onça”, se viu em grandes dificuldades, pois, após minuciosa enquete, foi surpreendido e passou de entrevistador a entrevistado, eis que, o “Amigo da Onça” sorrateiramente, surpreendeu a todos com a seguinte pergunta: Badaia, eu fui bom de bola? Imediatamente, saiu em disparada deixando o jornalista com um tremendo abacaxi pra descascar।
Com peculiaridade, Badaia sabe descrever suas emoções. Quando do falecimento do seu grande amigo de infância Dr. Luciano Furiati, Badaia descreveu com primazia o que lhe ocorrera ao presenciar a luta do amigo pela vida, diante da implacável enfermidade. Como última homenagem e como prova de amizade sincera, dispensou ao saudoso amigo, um texto poético carregado de emoção e sentimentos: “Ciao Bambino. Ciao”. Foi uma das mais brilhantes declarações de verdadeira amizade que vi ao longo de minha existência।
Ano passado, 20 de agosto, quando tive a ousadia e coragem de criar O Conquistense, não hesitei: fiz o convite ao Badaia para enriquecer suas páginas com seus artigos e suas crônicas. Amigo: o convite ainda está de pé. Um abraço daqueles de quebrar costelas... Apareça. 

Crônica do livro “Estação Conquista” que se encontra no prelo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Coronel Maia



Nossa pesquisa de hoje homenageia a figura respeitável e magnânima de Antônio de Oliveira Maia, ou Cel. Maia, como ficou perpetuado na memória e no fadário conquistense para posteridade.

Natural de Portugal, Antônio migrou para o Brasil bem moço ainda, adquirindo família e conquistando a amizade de todos que com ele tiveram o ensejo de privar. No Distrito de Jubaí, onde residiu por muitos anos, foi sempre reconhecido e acatado como chefe de incontestável prestigio.

Desempenhou, no município de Sacramento, pois Conquista ainda não havia emancipado cargos de eleição e de confiança política, militando sempre, com a mais dedicada lealdade, ao lado do saudoso Coronal Manoel Cassiano de Oliveira França, e dando invariavelmente, de seus atos, o mais cabal e escrupuloso cumprimento dos seus deveres e afazeres que lhes foram confiados.

Ao município de Conquista prestou o Cel. Maia, os mais relevantes serviços, quer como político, que como pai de família honrado e próspero empreendedor. Depois de servir como vereador-secretário da nossa municipalidade, foi eleito vice-presidente da Câmara para o triênio de 1916-1918, cargo que declinou por ter dedicado a sua atividade a visa comercial.

Nesse espinhoso ramo da atividade humana, revelou-se com muita competência e honradez, deixando um legado de valor incomensurável para sua descendência de numerosa prole, que certamente orgulhar-se-ão da memória fidalga, cordata e patriótica de Antônio de Oliveira Maia, um homem de conhecimentos extraordinários para os padrões da época, nas palavras do Dr. Felipe Caramóri encontramos fundamentação para as nossas afirmações aqui exaradas: “o Cel. Maia, como o chamavam, foi homem integro, político, vereador por Sacramento em 1903 e, em Conquista. Ajudou a criar e evoluir a cidade, na instalação da Comarca ao lado do Cel. Tancredo França e de Eurybiades França seus correligionários. Foi Coronel da Guarda Nacional, cuja patente foi assinada pelo Marechal Hermes da Fonseca e, ainda se encontra guardada com a família”

Homenagem: o povo conquistense através de seus representantes denominou a minúscula, porém, importante rua no centro da cidade como logradouro que ostenta seu inesquecível nome, a rua Cel. Maia.

Crônica do livro “Estação Conquista” que se encontra no prelo.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Comendador Felipe Caramóri




Tenho afirmando neste modesto noticioso que o exercício da imprensa no interior do Brasil nos propicia momentos de rara satisfação e passagens inusitadas que certamente, só aqui, onde realmente pulsa e bate com fervor o coração da Pátria poderia acontecer. São situações em que estamos sujeitos a presenciá-las a qualquer momento, sem nenhum aviso prévio.

Foi através da literatura, que tive a felicidade de aproximar-me do Dr. Felipe Caramori, por ocasião da editoração e publicação do seu primeiro livro, o belo opúsculo “Relicário de Vida”. Confesso; a parir de então, embalado pelo relato cheio de humanismo de suas Crônicas, passei a admirá-lo cada vez mais. Tanto que, quando surgiu a idéia da publicação do jornal “O Conquistense”, convidei-o para enriquecer as suas páginas como colunista

Dr. Felipe dispensa apresentações. Pai de família honrado, de fino trato, homem de conduta ilibada. Um patriota extremado, fala de Conquista com emoção e orgulho. É certo que o poeta tem a responsabilidade de transmitir ao mundo o sentimento de todos os homens, Dr. Felipe é assim.

Sua vida foi alicerçada no trabalho. Entrou para o cartório em 02 de outubro de 1954, onde foi nomeado pelo Meritíssimo Juiz Lindolfo Bernardes dos Santos, a princípio por 6 meses, porém, ali ficou por 45 anos, tendo exercido inicialmente o cargo de Escrivão pelo 2° Oficio. Posteriormente, foi removido por portaria para o 1º Oficio até aposentar-se por idade, afastando-se do cargo-compulsório.

Na vida forense, foi Escrivão através de Portaria do Meritíssimo Juiz para o cargo acumulado junto ao Cartório do Crime e Execuções Fiscais; Foi Escrivão Eleitoral do município por várias designações do Cartório Eleitoral Mineiro; Foi promotor em processos criminais por nomeação “Ad-hoc”, inclusive, defensor criminal; Foi contador e partidor da Comarca por ato Judicial.

Nosso homenageado também teve sua passagem pelo exercício do Magistério; Lecionou por 15 anos no Ginásio, hoje, Escola Estadual Dr. Lindolfo Bernardes e foi um dos seus fundadores em 1956, ali, lecionou Francês, Educação Moral e Cívica – Direito Usual e Legislação Aplicada, Geografia Geral, Desenho e Geografia do Brasil. Dr. Felipe também lecionou no antigo Admissão ao Ginásio e Escola de Comércio da Cidade. Além disso, presidiu a Campanha Nacional de Educandários Gratuitos do Município.

Auferiu honrosa e merecidamente a sua aposentadoria em 19 de novembro de 1992, conforme consta nos anais do nosso Fórum e do Egrégio Tribunal de Justiça Mineiro.

Em reconhecimento aos préstimos e relevantes serviços prestados como serventuário da Justiça, em 08 de dezembro de 2008, Dr. Felipe recebeu solenemente no Fórum local, emanada do Meritíssimo Juiz Dr. Cícero Francisco de Paula a “Medalha Desembargador Hélio Costa” e respectivo diploma, como reconhecimento e gratidão dos seus superiores, colegas, admiradores e amigos.

Alea jacta est!


Crônica do livro “Estação Conquista” que se encontra no prelo.